
Nestes últimos dias tenho lido que estas medidas de austeridade deviam ter sido tomadas mais cedo. Quem defende esta perspectiva - os partidos da oposição - paradoxalmente atacam o OE como se fosse a coisa mais ruinosa já alguma vez criada.
Como é que uma medida que está atrasada, e que supostamente deveria ter sido tomada já no início deste ano, pode ser ao mesmo tempo a coisa mais ruinosa que nos aconteceu nos últimos 30 anos? Não sei, e eles provavelmente também não!
O que obviamente interessa é conseguir criticar por todos os ângulos (inclusivamente o morto), as medidas do partido que está no poder.
E porquê? Essa até eu sei. (Estou a gostar particularmente de enveredar por este monólogo, onde faço as perguntas e dou as repostas).
Os tipos que não tiveram cruzes nos boletins suficientes para poderem tomar as medidas que agora criticam, têm de fazer qualquer coisa para se distanciar das cruéis decisões que tomariam se fossem eles a mandar. Desta maneira, esperam aproximar-se do seu principal objectivo - o poder. Entre os objectivos secundários estão incluídos o fim da fome em África e a criação de um centro para estrupiados do ultramar.
Podiam ter escolhido cantar ou dançar, que além de ser mais original, era, sem dúvida, muito mais divertido. Para mal dos nossos pecados, escolheram a corrente mexicana de ficção para telenovelas como inspiração.
Claro que acho um pouco estranho que as pessoas se continuem a deixar embalar por estas distrações (recuso-me a dizer fait-divers) confeccionadas para nós. No entanto, o sucesso das adaptações de telenovelas sul-americanas na TVI mostra que quem não está no espírito certo sou eu.
Qual será o próximo episódio? Será que vai haver casamento? Interessa pouco, já sabemos todos como é que vai acabar!